Bio.
ARTEMIS
04 Outubro, 23h30
Renee Rosnes – piano
Ingrid Jensen – trompete
Nicole Gloves – saxofone tenor
Noriko Ueda – contrabaixo
Allison Miller – bateria

ARTEMIS é um supergrupo com uma poderosa voz coletiva que foi inicialmente constituído por Rosnes para uma turné por festivais europeus em 2017. “Escolhi músicos que eu respeitava e com quem queria fazer música”, diz a pianista, “e depois de tocarmos juntas, percebi que tínhamos uma química brilhante. Todas decidimos explorar as possibilidades do que se poderia desenvolver ao longo do tempo, e foi assim que nasceu o ARTEMIS.”
A música é um testemunho da evolução do cenário musical do grupo e apresenta arranjos estelares e composições originais fascinantes, com contribuições de todos os membros. A NPR aclamou a banda como “uma formação ‘matadora’ de músicos vindos de todo o mundo que convergem para este som extremamente cosmopolita, elegante, rítmico e moderno”. Cada membro da banda é um músico, compositora e líder brilhante, e o repertório do grupo reflete o som e o conceito de cada uma. De músicas originais a arranjos alucinantes de material eclético, Artemis apresenta-se com potência, paixão e intensidade altíssima.
Não é à toa que a banda foi reconhecida na votação dos leitores da revista Downbeat em dois anos consecutivos (2023 e 2024) como “Grupo de Jazz do Ano”. A Associação de Jornalistas de Jazz dos Estados Unidos também a considerou o melhor grupo de 2024. Rosnes afirma: “O nosso objetivo é fazer música honesta que toque as pessoas. Inspiramo-nos mutuamente e somos apaixonadas por tocar juntas. Toda essa energia positiva transparece no som e acredito que o público consegue senti-la.”
O grupo destaca-se não apenas por reunir artistas singulares, cada uma famosa pelas suas notáveis carreiras a solo, mas também pela sua formação multigeracional e global. Apesar de sua existência relativamente breve, ARTEMIS foi destaque na Vanity Fair e no Jazz Night in America da NPR, e apresentou-se em alguns dos palcos mais icónicos do país, do Carnegie Hall, ao Kennedy Center for the Performing Arts, do Tisch Center for the Arts ao Newport Jazz Festival.
Batizada em homenagem à deusa grega da caça, a banda multinacional e multigeracional conta com a pianista Renée Rosnes, a trompetista Ingrid Jensen, a saxofonista tenor Nicole Glover, a baixista Noriko Ueda e a baterista Allison Miller. Após assistir a um espectáculo ao vivo do ARTEMIS, o presidente da Blue Note, Don Was, assinou com a banda. O terceiro disco do grupo, “ARBORESQUE”, foi lançado em fevereiro de 2025.
Fontes: Texto enviado pelos músicos

Bio.
DAVID MURRAY QUARTET
04 Outubro, 21h30
David Murray – saxofone tenor, clarinete baixo
Marta Sanchez – piano
Luke Stewart – contrabaixo
Russell Carter – bateria

O saxofonista tenor David Murray nasceu em 1955 em Oakland, Califórnia. O gigante do jazz moderno funde todos os grandes sons da música negra: sons gospel, free jazz, afro-caribenhos, blues, soul, além dos belos standards do jazz clássico. O timbre vibrante de Murray, a entoação inigualável, o sentido de swing, os tons melancólicos, o poder de improvisação e o engenho fazem dele uma das vozes mais importantes da música atual.
Desde que chegou a New York em 1975, David Murray consolidou-se como um dos mais proeminentes saxofonistas e líderes do jazz. Lançou mais de 200 álbuns sob seu próprio nome, trabalhando com Max Roach, Randy Weston, Pharoah Sanders, McCoy Tyner, Taj Mahal, Mal Waldron, Jerry Garcia, Cassandra Wilson, Jason Moran, Omara Portuando, Saul Williams, Vijay Iyer e Gregory Porter, para citar apenas alguns. Foi também membro fundador do inovador World Saxophone Quartet.
Murray é um notável compositor e arranjador, responsável por melodias e harmonias memoráveis. A sua abordagem à improvisação é imediatamente reconhecível. Mesmo nos seus voos mais livres, ele reconhece a importância de uma tradição que honra, combinando todas as suas influências: gospel, jazz, free jazz, rhythm’n’blues, R&B. O grande Cecil Taylor comparou-o aos seus maiores antecessores, que possuíam sons característicos: “Você encosta o ouvido à porta e sabe que é o David!”
O novo quarteto de David Murray começou em janeiro de 2023. Tocando principalmente composições próprias de Murray, a música dá aos três jovens músicos bastante espaço. A combinação da maestria de David Murray – os críticos concordam unanimemente que ele está no auge da carreira – com a infusão dessa poderosa elite da cena jazzística de Nova York é uma força a ser reconhecida. A ferocidade de Marta Sanchez ao piano, a poesia e a destreza de Luke Stewart no baixo e a pulsação imponente de Russel Carter na bateria combinam perfeitamente com o saxofonista líder.
“A lenda do jazz David Murray está de volta com a próxima geração de génios”, escreve o Washington Post sobre o novo quarteto. O primeiro álbum do grupo, “Francesca”, de maio de 2024, foi considerado um dos melhores álbuns de jazz do ano: Downbeat, Jazzwise etc., e alcançou o segundo lugar no New York Times. O segundo álbum “Birdly Serenade” foi lançado em abril de 2025 e tem a participação da cantora Ekep Nkelle.
Fontes: https://davidmurray.xyz/bio; https://en.wikipedia.org/wiki/David_Murray_(saxophonist)

Bio.
EKEP NKWELLE QUARTET
03 Outubro, 23h30
Ekep Nkwelle – voz
Sequoia Snyder – piano
Liany Mateo – contrabaixo
Anwar Marshall – bateria

A cantora americana de origem camaronesa de 26 anos Ekep Nkwelle, nascida e criada em Washington, D.C. é uma estrela em ascensão, uma força na cena jazzística atual, fazendo um caminho notável desde a vibrante cultura de Washington, D.C., até aos palcos icónicos de Nova York e muitos outros. Ekep aprimorou os seus dons musicais através duma rigorosa formação académica, obtendo um diploma pela Duke Ellington School of the Arts, um bacharelado pela Howard University e um mestrado pela Juilliard School.
A sua voz cativou figuras lendárias do jazz como Wynton Marsalis, Dianne Reeves, o falecido Russell Malone, Dee Dee Bridgewater, Catherine Russell, Cyrus Chestnut e Jeff “Tain” Watts, garantindo-lhe inúmeras oportunidades de colaborar com esses músicos brilhantes. Participa no novo álbum de David Murray “Birdly Serenade”, lançado em abril de 2025.
Artista dinâmica, Ekep deixou a sua marca em palcos mundialmente famosos, incluindo o Umbria Jazz Festival, na Itália, o Marians Jazzroom, na Suíça, o San Javier Jazz Festival, em Espanha, o Carnegie Hall e o Radio City Music Hall, em Nova York, o Tiny Desk Concert da National Public Radio, em Washington, D.C., e o SFJAZZ, em São Francisco.
Em 2023 ganhou o segundo lugar no prestigioso The Sarah Vaughan International Jazz Voice Competition e foi homenageada com a prestigiosa Bolsa de Avanço de Carreira Juilliard, indicada por Marsalis, como reconhecimento da sua excepcional capacidade artística e potencial. Além dos palcos, contribui com o seu talento para organizações artísticas influentes, como o Museu Nacional do Jazz no Harlem, o Jazz Houston e a Woodshed Network. Como uma das mais recentes estrelas em ascensão do Jazz at Lincoln Center, Ekep está pronta para moldar o futuro do jazz.
Fontes: Texto enviado pelos músicos; https://www.ekepnkwelle.com/; https://afropop.org/articles/k

Bio.
SAMUEL LERCHER TRIO
03 Outubro, 21h30
Samuel Lercher – piano
André Rosinha – contrabaixo
Bruno Pedroso – bateria

Nascido em Paris, em 1980, Samuel Lercher começou a tocar piano aos oito anos. Desde cedo, interessou-se tanto pelo repertório clássico, como pelo jazz, a improvisação e a composição.
Em 2014, fundou o Samuel Lercher Trio, com os músicos André Rosinha e Marcelo Araújo, e gravou o disco de originais Épilogue (Sintoma, 2015) que foi muito bem recebido pela crítica. As composições do pianista luso-francês revelam a sua paixão pela música clássica, transparecendo a influência dos compositores Claude Debussy e Maurice Ravel, no que diz respeito às cores harmónicas, e de Frédéric Chopin na construção melódica. A linguagem do jazz está igualmente presente na música do trio, tanto a nível da escrita como da interpretação, particularmente nos momentos de improviso onde a cumplicidade entre os três músicos é notória. Nesse campo, a influência dos pianistas Brad Mehldau, Shai Maestro e Tigran Hamasyan é também visível.
O trio apresentou-se em inúmeros clubes e festivais de Jazz em Portugal, França e Espanha: Guarda in Jazz, Ciclo de Jazz do Fundão, Círculo de Jazz de Setúbal, Palmela Wine Jazz, Hot Clube de Portugal, Mazagón Jazz, Estarrejazz, Espacio Turina, Clarence Jazz Club, OutJazz, Sunside Jazz Club (Paris), Jazz ao Centro Clube, Concerto Antena 2 e Dias da Música no Centro Cultural de Belém.
O segundo disco “Ballade”, foi lançado em abril de 2022 e em maio de 2024, chega o terceiro disco de Samuel Lercher Trio, “Fractal”, pela Sintoma Records, que mantém o perfil de excelência na secção rítmica com André Rosinha no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. Este é um álbum autobiográfico, no qual Samuel Lercher retrata musicalmente elementos marcantes da sua vida, transmitindo, ao longo de oito temas, a sua essência como homem e músico.
Com ele, o trio propõe continuar com uma agenda regular de concertos que enaltecem o intercâmbio cultural, mostrando que a cultura não tem fronteiras. “Ao terceiro disco, o pianista luso francês volta a evidenciar o seu virtuosismo consequente e essa particular queda para estabelecer elos criativos entre a clássica e o jazz. (…) O pianismo de Samuel Lercher mantém-se irrepreensível, porventura mais depurado e subtil; porém, é enquanto compositor que dá aqui um vigoroso salto em frente.” – sobre Fractal por António Branco, em Jazz.pt (2024).
Fonte: Texto enviado pelo músico
